sexta-feira, abril 20, 2007

Falhas e Dobras


Falhas e Dobras(geológicas)

Uma Falha é uma superfície num volume de rocha onde se observa deslocamento relativo dos blocos paralelo à fractura


Dobras são estruturas cujas superfícies primárias de referência ficaram abauladas, curvadas ou alteradas sem perca de continuidade. Há vários tipos de dobras. Por exemplo, de acordo com a geometria podemos distinguir três variedades de dobras: anticlinais (dobras cujos lados ou flancos inclinam-se em sentidos divergentes), sinclinais (dobras cujos flancos inclinam-se em sentidos convergentes) e monoclinais (consistem numa flexão, em que as camadas mais ou menos horizontais, assumem, localmente, uma inclinação em determinada direcção).

Algumas dobras e falhas de Portugal:














fIG.1Falha normal em calcários do Jurássico inferior.Local: Pereiros, Coimbra.
















fIG.2Dobra em xistos anfibolíticos da sequência ofiolítica do Complexo de Morais.Local: Salsedas, Macedo de Cavaleiros.





fIG.3Falha normal (rejeito aproximado de 50 cm) em calcarenitos do Jurássico.Local: Praia da Mareta, Sagres, Algarve.

terça-feira, abril 10, 2007

Formação das ILHAS DO HAWAI


É notável a ligação entre a actividade vulcânica e as placas oceânicas e continentais, particularmente nos limites das placas. Deste modo, podemos falar em vulcanismo de subducção resultante do choque de placas oceânicas, originando, por exemplo, os arcos insulares activos, e do choque de uma placa oceânica com uma placa continental, originando a formação de cadeias montanhosas costeiras com actividade vulcânica (limites convergentes); vulcanismo no interior das placas oceânicas, o vulcanismo associado aos pontos quentes, o qual resulta da ascensão de plumas de material sobreaquecido nos níveis mais profundos do manto; vulcanismo de crista oceânica em expansão, originando a libertação do magma com formação de nova crusta oceânica (limites divergentes); no interior das placas continentais, a formação de riftes continentais precursores de cristas médio-oceânicas explica a existência de vulcanismo em locais afastados do limite das placas. Em princípio os interiores das placas são geologicamente calmos. Existem, contudo, algumas excepções. Por exemplo, uma observação a um mapa do oceano Pacífico revela muitas ilhas na placa pacífica, afastadas dos seus limites. Todas elas são ou foram vulcões, isto é, tiveram origem no vulcanismo do fundo do mar. As ilhas do Havai são um exemplo típico, formando um arquipélago alinhado. A datação de lavas da cadeia havaiana (e outras) mostrou que as suas idades aumentam à medida que nos afastamos do vulcão actualmente activo.




FIG1. Esquema mostrando uma secção (a) e um plano (b) de parte da placa pacífica, na região da cadeia havaiana. Observa-se o ponto quente estático dando origem a novas ilhas (Hawai-vulcanismo activo). As ilhas mais velhas, vulcanismo extinto (inactivo), foram arrastadas pela placa pacífica, na direcção Noroeste, sendo a mais velha a ilha de Kauai.










FIG2. Bloco diagrama mostrando o mecanismo de formação da cadeia havaiana, constituída por ilhas vulcânicas assentes na placa pacífica e longe dos limites desta.


A maior parte dos vulcões que surgem no interior das placas, serão criados por pontos de erupção, fontes fixas de material vulcânico (magma) que se erguem das profundezas do manto. À sua expressão actual, como no Havai, chamamos pontos quentes. A maior parte dos grandes vulcões activos no interior das placas apresenta um rasto de vulcões extintos cada vez mais velhos que assinala o percurso da placa litosférica sobre o ponto de erupção. Os pontos quentes parecem ter origem a grande profundidade, talvez até nos limites entre o núcleo e o manto; muitos deles estão activos há muito tempo. Os vulcões mais antigos originados pelo ponto havaiano têm idades próximas
dos 80 milhões de anos.





Vulcão das Furnas



Lagoa das Furnas












Caldeira, Furnas




Erupção do Cinzeiro, Ano do Cinzeiro ou simplemente Cinzeiro, é o nome porque ficou conhecida a grande erupção do Vulcão das Furnas iniciada a 3 de Setembro de 1630. Foi a maior das erupções registadas após a colonização dos Açores, do tipo pliniano, com grande explosividade, emitindo um gigantesco volume de pedra pomes e de material pomítico pulverizado para a atmosfera. A nuvem assim formada obscureceu o Sol por três dias e recobriu a ilha com uma camada de cinzas que nalgumas zonas distantes da erupção excedeu 1,5 m de espessura. A erupção atirou cinzas para a alta atmosfera que se depositaram na ilha das Flores, mais de 360 km para oeste. A camada de pedra pomes flutuante impedia a navegação nas proximidades da ilha. Causou algumas centenas de mortos. A erupção terminou a 2 de Novembro de 1630, isto é 61 dias depois do seu início.


VULCÕES NO MUNDO

A crosta terrestre é constantemente sujeita a actividades vulcânicas que, na maioria das vezes, por sua violência, acabam provocado danos à humanidade. Destacam-se entre os mais famosos vulcões conhecidos por sua actividade, o Vesúvio - Itália (ano 79 d.C), Krakatoa – Indonésia (1883), Monte Pelado - Martinica (1902), Santa Helena - USA (1980) e o Pinatubo, nas Filipinas (1991).O Pinatubo entrou em erupção depois de 611 anos de inactividade. Na ocasião, morreram 875 pessoas e 200 mil ficaram desabrigadas.


Vulcão Pinatubo – Filipinas

Vulcão Santa Helena – USA



Vulcão Mont Pelée – Martinica





Vista aérea do vulcão Versúvio



INFORMAÇAO RETIRADA DE: CPRM Serviço Geológico do Brasil

sexta-feira, abril 06, 2007

3º Periodo - Geologia

Rochas magmáticas


As rochas magmáticas formam-se quando o magma em fusão arrefece e solidifica. Se arrefece rapidamente, os minerais não têm tempo de se desenvolverem originando rochas extrusivas ou vulcânicas. Se, pelo contrário, o magma arrefece lentamente, permite a cristalização e crescimento de todos os minerais, formando-se rochas intrusivas ou plutónicas.


Rochas extrusivas
•Basalto
•Pedra-pomes
•Obsidiana
•Andesito
•Riólito



-Basalto




Tipo: rocha magmática extrusiva ou vulcânica.
Composição química: Máfico.
Composição mineralógica: Minerais essenciais - Plagioclase cálcica associada a piroxena, hornblenda e olivina Minerais acessórios - Magnetite, ilmenite, apatite, hematite, quartzo.
Cor: muito escura, variando entre o preto e o castanho; rocha melanocrata.
Textura: Rocha afanítica com cristais pouco desenvolvidos.
Variedades: Basalto com olivina.
Utilidade: Utilizada nos pavimentos; também utilizada, mas menos frequentemente, na construção de edifícios.

Rochas intrusivas
•Granito
•Gabro
•Diorito
•Sienito
•Anortosito
•Granodiorito




-Granito



Tipo: rocha magmática intrusiva ou plutónica.
Composição química: Félsica.
Composição mineralógica: Minerais essenciais - Feldspato potássico (ortoclase), quartzo, plagioclase sódica associados a biotite, a biotite e moscovite ou, mais raramente, só a moscovite, e por vezes a hornblenda. Minerais acessórios- Magnetite, Ilmenite, apatite, pirite, zircão.
Cor: branca, cinzenta clara, rosa, amarelada, esverdeada quando alterado; rocha leucocrata. Textura: Rocha fanerítica com minerais bem desenvolvidos, normalmente equigranular. Variedades: Granito biotítico, granito moscovítico, granito de duas micas, granito hornblêndico e granito turmalínico.
Utilidade: É usado nas construções de edifícios, assim como, rocha polidora. É também um importante recurso de minerais valiosos, especialmente associados aos pegmatitos e aos gases libertados nos processos magmáticos

sexta-feira, março 16, 2007

Fósseis

Fósseis são restos ou vestígios preservados de animais, plantas ou outros seres vivos em rochas, sedimentos, gelo ou âmbar. Preservam-se como moldes do corpo ou partes deste, rastros e pegadas. A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas sedimentares é conhecido como registro fóssil. A palavra "fóssil" deriva do termo latino "fossilis" que significa "ser desenterrado". A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia. A fossilização raramente ocorre porque a matéria orgânica dos seres vivos tende a ser rapidamente decomposta. Logo, para que um organismo seja fossilizado, os restos devem ser rapidamente cobertos por sedimentos

Exemplos de alguns fósseis encontrados em Portugal:









FIG1-Fósseis de gastrópodes em siltitos cretácicos.Local: Cabo Mondego, Figueira da Foz.








FIG2-Pista de pegadas de dinossauros.Local: Pedreira do Galinha, Fátima.







FIG3-Fóssil de amonite em calcários margosos do Jurássico.Local: Cabo Mondego, Figueira da Foz.



FIG4-Trilobite Dalmanites socialis, Ordovícico.Local: Buçaco.

Antropobiólogo estuda fósseis humanos com microtelescópio espacial


O microscópio analisa ossos ao mais ínfimo pormenor

Um cientista francês de origem portuguesa, o antropobiólogo José Braga, está a estudar fósseis humanos com um microtelescópio espacial concebido para analisar ossos ao mais ínfimo pormenor.
A experiência, que está a ser realizada na Universidade Paul Sabatier, em Toulouse (sudoeste de França), constitui uma aplicação da ciência espacial ao estudo da evolução da espécie humana."Trata-se de um micro-scanner de alta resolução, que permite seccionar virtualmente uma peça anatómica com cortes de apenas 40 microns", disse à agência Lusa o investigador, que nasceu em França mas tem parte da família na região de Braga."A vantagem deste microtelescópio é que não somos obrigados a serrar os ossos para estudar o seu interior", acrescentou José Braga, que está a estudar dois crânios de australopitecos encontrados há meio século na África do Sul e cuja antiguidade ronda os dois milhões de anos.Graças ao microtelescópio, desenhado pela empresa Scanco e financiado pela Agência Espacial Europeia, pela União Europeia e pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais francês, é possível aceder ao interior dos fósseis sem os destruir.O primeiro dos dois crânios, pertencentes ao Museu Transvaal de Pretória, corresponde a um "Australopitecos africanos" e tem a dentição completa, com todos os 32 dentes.O segundo é um crânio de uma criança "Parantropus robustus".José Braga interessa-se em particular pela estrutura interna dos dentes — a que se encontra debaixo do esmalte —, onde procura informação genética original."O objectivo é reconstruir virtualmente por computador tecidos dentários que se encontram sob a coroa de esmalte, correspondentes à dentina e polpa dentária", referiu.·"Em síntese", explicou, "a imagem 3D obtida de um dente após o estudo é uma imagem da primeira etapa morfológica da sua formação, e portanto com características genéticas invariáveis", enquanto que outras partes do tecido ósseo sofrem alterações devido à actividade e à adaptação ao meio."Essa etapa inicial está sob a dependência de genes bem conhecidos e permite por isso estudar melhor as espécies fósseis antepassadas do homem e compreender melhor os seus laços de parentesco".Braga vai tentar identificar qual dos dois crânios que estuda tem uma morfologia mais próxima da do homem, esperando com isso contribuir para um melhor conhecimento da evolução da espécie humana

*Noticia retiada de Publico.pt

Armadilhas petroliferas

Armadilhas Petrolíferas


Nas rochas sedimentares que são portadoras, na sua porosidade, de hidrocarbonetos e água, ao sofrerem as modificações mecânicas ( p. exº, dobras, falhas e fracturas ) as partículas de hidrocarbonetos, sendo mais leves que a água, têm tendência a deslocarem-se para cima ou para os lados ( migração ) e a acumularem-se na parte superior da rocha.Os hidrocarbonetos, uma vez formados na rocha-mãe, normalmente, migram para as rochas porosas e permeáveis, do tipo grés (areias consolidadas) e calcários, chamadas rochas reservatórios quando enquadradas por rochas impermeáveis, do tipo sal-gema e argilitos (argilas consolidadas) que impedem a migração, designadas por rochas de cobertura. Este conjunto reservatório-cobertura é designado por armadilha e é, geralmente, ocupado pelos aquíferos no seio dos quais se encontram o petróleo e o gás. No caso dos hidrocarbonetos serem compostos por gás e petróleo, o gás, menos denso, encontra-se por cima do petróleo, mais denso.Os reservatórios são constituídos por rochas que apresentam vazios, poros e fissuras interligados e onde podem circular os hidrocarbonetos e a água. As suas características petrofisicas exprimem-se, fundamentalmente, em termos de porosidade e de permeabilidade, cujas relações são muitas vezes complexas. São o resultado de toda a história geológica daqueles sedimentos e em particular das condições de sedimentação e dos fenómenos de diagénese.As rochas reservatório dividem-se em duas grandes famílias, os reservatórios detríticos, na sua grande maioria siliciosos (areias e grés), e os reservatórios carbonatados, calcários e dolomias.Se as camadas sedimentares que cobrem a rocha reservatório, isto é, onde estão contidos os hidrocarbonetos, não forem impermeáveis (argilitos), os hidrocarbonetos ascendem à superfície da crusta terrestre oxida e dispersam-se. Porém, este caso é pouco frequente. O mais frequente é existirem, no subsolo, uma sobreposição de camadas porosas e permeáveis (grés ou arenitos, calcários e dolomias ) e de camadas impermeáveis ( argilas, argilitos e margas ). Sabendo que o movimento dos fluidos subterrâneos só é possível ao longo das camadas permeáveis, os hidrocarbonetos acumulam-se nas zonas "altas" das rochas porosas cobertas por rochas impermeáveis ( rochas de cobertura ). Neste caso, diz-se que estamos perante " armadilhas petrolíferas ".








Bloco-diagrama mostrando um tipo de armadilha estrutural.As rochas estão dobradas em anticlinal pelo efeito das forças de compressão horizontais. Os fluidos ficaram aprisionados na rocha reservatório.

CICLO DAS ROCHAS

CICLO DAS ROCHAS



As rochas terrestres não constituem massas estáticas. Elas fazem parte de um planeta cheio de dinâmica (variações de temperatura e pressão, abalos sísmicos e movimentos tectónicos). Da mesma forma, as actividades de intemperismo (meteorização) causam constantes alterações sobre as rochas. As rochas ígneas* superficiais da Terra (A) sofrem constante intemperismo, e lentamente reduzem-se em fragmentos (B), incluindo tanto os detritos sólidos da rocha original como os novos minerais formados durante o intemperismo. Os agentes de transporte redistribuem o material fragmentado sobre a superfície, depositando-o como sedimentos, que se transformam em rochas sedimentares (C). Estas, por aumento de pressão e temperatura geram as rochas metamórficas (D). Aumentando a pressão e a temperatura até determinado ponto, ocorrerá fusão parcial e novamente a possibilidade de formação de uma nova rocha ígnea (E), dando-se início a um novo ciclo.



*Rocha ígnea, magmática ou eruptiva é a que resultou da consolidação devida a resfriamento de magma derretido ou semiderretido.





domingo, fevereiro 25, 2007

Rochas Sedimentares

Rochas sedimentares


As rochas sedimentares são o produto de uma cadeia de processos que ocorrem na superfície do planeta e se iniciam pelo intemperismo das rochas expostas à atmosfera.
As rochas intemperisadas perdem sua coesão e passam a ser erodidas e transportadas por diferentes agentes (água, gelo, vento, gravidade), até sua sedimentação em depressões da crosta terrestre, denominadas bacias sedimentares. A transformação dos sedimentos inconsolidados (p. ex. areia) em rochas sedimentares (p. ex. arenito) é denominada diagênese, sendo causada por compactação e cristalização de materiais que cimentam os grãos dos sedimentos.
As rochas sedimentares fornecem importantes informações sobre as variações ambientais ao longo do tempo geológico. Os fósseis, que são vestígios de seres vivos antigos preservados nestas rochas, são a chave para a compreensão da origem e evolução da vida.
A importância econômica das rochas sedimentares está em suas reservas de petróleo, gás natural e carvão mineral, as principais fontes de energia do mundo moderno.
As rochas sedimentares formadas pela acumulação de fragmentos de minerais ou de rochas intemperizadas são denominadas rochas clásticas ou detríticas (p. ex. arenito). Existem também, rochas sedimentares formadas pela precipitação de sais a partir de soluções aquosas saturadas (p. ex. evaporito) ou pela actividade de organismos em ambientes marinhos (p. ex. calcário), sendo denominadas rochas não-clásticas ou químicas.

Açores-movimento de massa

O peculiar enquadramento geodinâmico dos Açores reflecte-se, naturalmente, na relevante actividade sísmica e vulcânica registada na região, normalmente geradora de fenómenos secundários, como os movimentos de vertente. A situação geográfica dos Açores é, por outro lado, propícia à ocorrência de períodos marcados por precipitações muito intensas, factor que tem estado, igualmente, na origem de importantes episódios de instabilidade geomorfológica.
Assim, as ilhas dos Açores estão sujeitas à ocorrência de movimentos de massa de origem e tipologias diversas, acentuados pelas características morfológicas e litológicas dos terrenos, da rede de drenagem e da ocupação do solo. Entre outros, sublinha-se a possibilidade de se gerarem fenómenos como a queda de rochas e deslizamentos de terrenos (movimentos de massa), podendo estes últimos incluir misturas indiferenciadas de água, materiais rochosos, fragmentos matriciais de natureza e dimensão variável e elementos do coberto vegetal.

GEOLOGIA


Costa da Caparica

Paredão vai ter pedras mais pesadas:


O INAG vai reforçar estrutura com material vindo de fora.
O instituto da água vai continuar as obras no paredão (fig.1) que ficou destruído na Costa da Caparica com pedra maior vinda do exterior por considerar que o material disponível no local não será suficiente para prevenir as marés vivas.
A necessidade de criar um entroncamento de maior dimensão terá sido a maré-cheia desta madrugada que destruiu quase por completo o trabalho que está ser feito desde terça-feira.
Para alem do bar destruído (fig.2) as mares ameaçam um parque de campismo que já foi evacuado devido ao perigo de ruptura.








Fig.1







Fig.2

Noticia do dia: 23/02/2007















































sábado, fevereiro 17, 2007

Chorao-das-praias

Chorão-das-praias





-Classificação científica:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Aizoaceae
Género: Carpobrotus
Espécie: C. edulis

-Nomenclatura binominal:

Carpobrotus edulis(L.) L. Bolus


Características:

Caméfito rastejante de caules que podem atingir vários metros. Folhas carnudas com secção triangular (triangulo equilátero) e ápice agudo; ângulo dorsal serrilhado. Flores com 5-9cm de diâmetro, amarelas ou purpurescentes; estames amarelos.


Origem geográfica:

Africa do Sul: zonas costeiras da área de clima Mediterrâneo.


Forma e motivos da introdução em Portugal:

Forma de introdução não encontrada.
Motivos: introdução para fins ornamentais.Cultivada com frequência para fixação de dunas e taludes.


Distribuição em Portugal Continental:

Minho, Douro Litoral, Beira Litoral, Estremadura, Baixo Alentejo, Algarve.


Impacto no ambiente:

O vigoroso crescimento vegetativo leva à formação de extensos tapetes contínuos, impenetráveis, que substituem a vegetação nativa e impedem o seu (re) estabelecimento. Promove a acidificação dos solos, facilitando o seu próprio desenvolvimento. Os frutos são comidos por pequenos mamíferos que dispersam as suas sementes.
Invadem preferencialmente as regiões dunares costeiras, cabos e áreas adjacentes a taludes onde foi plantado. Desenvolve-se tanto em zonas secas como húmidas.


Medidas de combate:

Para combater a sua invasão usam-se as seguintes metodologias de controlo:

• Controlo mecânico: os indivíduos podem ser arrancados manualmente, sendo fundamental que não fiquem fragmentos vegetativos, os quais envaizam facilmente originando novos focos de invasão. Depois de arrancados não devem ter qualquer contacto com o substrato, devendo ser-lhes cortada a raiz ou leva-los para um local onde não haja hipótese de regeneração. É mais fácil controlar enquanto jovens.

• Controlo químico: é por vezes utilizada a pulverização com glifosato apesar de não ser aconselhado para grandes extensões. Tendo em conta os possíveis efeitos adversos, nas outras espécies e no meio ambiente, a sua aplicação deve ser sempre muito bem ponderada.

É importante o controlo de seguimento para remoção de plântulas que germinem posteriormente. Sem controlo de seguimento as áreas podem ser rapidamente re-invadidas.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Thomas Henry Huxley

Thomas Henry Huxley
Thomas Henry Huxley (Ealing, Middlesex, 4 de Maio de 1825 — Eastbourne, Sussex, 29 de Junho de 1895) foi um biólogo britânico que ficou conhecido como "O Buldogue de Darwin" por ser o principal defensor público da teoria da Evolução de Charles Darwin e um dos principais cientistas ingleses do século XIX.
O Buldogue de Darwin

Como Darwin nunca foi um grande orador e preferiu morar no interior da Inglaterra, longe dos debates e repercussões da sua teoria, coube à Thomas Huxley o papel de principal defensor da Evolução. Orador perspicaz e feroz, além de um humor cínico, lhe valeu o apelido. Como disse ao estudante Henry Fairfield Osborn, "Você sabe que eu tenho que tomar conta dele - de fato, eu sempre tenho sido o buldogue de Darwin".
O mais importante debate sobre Evolução ocorreu em 30 de Junho de 1860, na Universidade de Oxford, entre T. H. Huxley e o seu principal opositor, o Bispo Samuel Wilberforce, acompanhado de seu acólito Richard Owen. Com o tema "Darwinismo e Sociedade", a Universidade precisou mover o evento de última hora para uma sala maior, graças a um público estimado entre 700 a 1.000 pessoas. Apesar de não ter sido transcrito no momento, as descrições foram de grande vitória para Huxley, no que considera-se um dos grandes debates científicos da História. No momento mais conhecido da discussão, Samuel Wilberforce teria perguntado se foi "através da sua avó ou do seu avô" que ele "alegava a descendência de um macaco". A resposta de Huxley foi clara e ovacionada pelo público: "Se a questão é se eu preferiria ter um macaco miserável como avô ou um homem altamente favorecido pela natureza que possui grande capacidade de influência mas mesmo assim emprega essa capacidade e influência para o mero propósito de introduzir o ridículo em uma discussão científica séria, eu não hesitaria afirmar a preferência pelo macaco".



Evolucionismo versus criacionismo na sala de aula

Evolucionismo versus criacionismo na sala de aula
Controvérsias
Não são poucos os casos nos quais as controvérsias entre evolucionismo e criacionismo fizeram penetrar suas discussões no âmbito escolar, em interferências ou decisões legais sobre aquilo que os professores poderiam ou não “ensinar” e aquilo que os alunos poderiam ou não “aprender” sobre o tema em questão.Um famoso episódio ocorreu em 1925, no Tennesse, EUA, onde o professor John Scopes foi condenado por ensinar a teoria da evolução. Desde 1920 havia se tornado ilegal o ensino dessa teoria nas escolas americanas. Em 1960, a história do professor Scopes foi contada no filme intitulado Inherit the Wind (no Brasil, traduzido por “Herdeiros do Vento”).Foi na década de 1960 que professores e cientistas americanos reviram o conteúdo de Biologia dos currículos escolares, reformulando-o com a elaboração de novos textos e livros que incluíam a evolução.Entretanto, as discussões judiciais ou extrajudiciais entre criacionistas e evolucionistas não cessaram, continuaram ainda mais frequentes da década de 1970 até os dias actuais. Lima (1993, p.26) cita o exemplo de um dos livros didácticos de Biologia mais vendidos nos Estados Unidos que tinha, em 1973, após a reformulação curricular, 18 mil palavras relacionadas com a teoria da evolução. Em 1981, esse número caiu para 13 mil por causa de pressões do órgão responsável pela selecção e distribuição dos livros didácticos nas escolas públicas americanas.Entre os anos de 1980 e 1990, o ensino das teorias evolucionista e criacionista passou muitas vezes por julgamentos nos tribunais americanos. Um recente episódio ocorreu em Agosto de 1999, no qual o Conselho de Educação do Estado de Kansas decidiu novamente pela retirada da teoria de Darwin do currículo escolar, com a ressalva de que ela poderá ser mencionada nas escolas que desejarem, mas por força de lei permanecerá fora das provas ou exames finais.A repercussão no Brasil foi rápida, em destaque nos principais jornais e revistas do cotidiano. O mesmo aconteceu em áreas da ciência e educação. O Jornal da Ciência, publicado pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), por exemplo, reproduziu as críticas que a Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos fez ao Conselho de Educação de Kansas.Não conhecemos profundamente a realidade de Portugal. No Brasil, a influência criacionista no ensino mostra-se menor, mas não é desprezível e parece ganhar cada vez mais espaço, notadamente na disseminação de suas ideias por intermédio da media. Fato que pode indicar, no passar dos anos, aumento nos debates também em nosso país. Não esqueçamos ainda que determinadas igrejas com crenças criacionistas são manejadoras de escolas e editoras de livros didácticos, o que também ocorre com igrejas de crenças evolucionistas.O problema não está somente centrado nas controvérsias científico-religiosas do embate entre evolução ou criação dos seres vivos; mas, emanadas dessas controvérsias, o problema se expande em perspectivas de omissão ou favorecimento nas atitudes ou posturas de sala de aula, com possibilidades de criar sofrimentos, angústias ou constrangimentos, mesmo que não exteriorizados, nos indivíduos participantes do processo educacional. Do ponto de vista pedagógico, aceitamos a proposta de Vincenti (1994), na qual “nenhuma verdade pode ser aceita ou admitida, ela deve ser construída e reconhecida”. Para uma condução a acções morais efectivamente livres, a educação formal não pode trilhar por caminhos que aniquilam a vontade de escolha dos alunos. Age-se, muitas vezes, em toda essa polémica como se os estudantes não tivessem nenhum valor moral. Como assinala Puig (1998), a escola deve ter como objectivo o estímulo que possa levar os alunos “à compreensão de quais são realmente os seus valores, para se sentirem responsáveis e comprometidos com os mesmos”; evitando-se, portanto, todo e qualquer tipo de “doutrinação ou inculcação”.
Artigo - A página da Educação retirado do jornal “A Página”

quarta-feira, novembro 29, 2006

Estratégias de reprodução das plantas

Estratégias de reprodução das plantas
A reprodução é a função através da qual os seres vivos produzem descendentes.
Ao contrário dos animais, as plantas em geral têm uma grande capacidade de reprodução vegetativa, ou seja, assexual: as partes vegetativas (= não-reprodutoras) podem facilmente produzir uma nova planta. Por exemplo, um pedaço de hifa de um fungo transportada na pata de um cão ou de uma mosca pode produzir outro "indivíduo" da mesma espécie noutro local. Um pedaço do talo de uma alga arrastada pelas correntes oceânicas pode produzir uma nova alga noutro local onde as condições sejam adequadas. As plantas verdes rastejantes muitas vezes lançam estolhos que produzem raízes e podem-se tornar independente da planta-mãe.
No entanto, todas as plantas, tal como os animais, necessitam da reprodução sexuada para o processo evolutivo, ou seja, necessitam de "renovar" o seu material genético. Nas plantas, os órgãos reprodutores encontram-se em indivíduos diferentes dos órgãos vegetativos. A este processo chama-se alternância de gerações.

Mas é na dispersão das várias estruturas que as plantas geram para se reproduzirem que encontramos maiores especializações:

As espermatófitas (plantas que produzem sementes) desenvolveram estratégias para a disseminação dos seus produtos sexuais a dois níveis:

-Pólen - os grãos de pólen são as estruturas que transportam os gâmetas masculinos e, para que estes possam fecundar os óvulos, têm formas de actuação diversificadas - diferentes tipos de polinização:


  • Algumas espécies de plantas produzem sementes por autofecundação, ou seja, o anterozóide de uma flor pode fecundar com êxito o óvulo da mesma flor; nestas plantas, a flor pode abrir apenas depois da fecundação;

  • A norma, entretanto, é a fecundação cruzada, em que o pólen duma flor deve fecundar o óvulo de outra ou, de preferência de outra planta diferente da mesma espécie, a fim de assegurar a recombinação genética; para este fim, os grãos de pólen são geralmente muito pequenos e leves, podendo ser transportados pelo vento (polinização anemófila), pela água (nas plantas aquáticas - polinização hidrófila), ou por animais (polinização zoófila), quer involuntariamente, como fazem os colibris quando vão beber o néctar da flor, quer voluntariamente, como fazem as abelhas e outros insectos, que se alimentam de pólen (polinização entomófila). Nestes últimos casos, o néctar ou outras especializações da flor são desenvolvimentos evolutivos destinados ao sucesso da reprodução sexuada.

-Sementes – são as estruturas que resultam da fecundação e transportam o embrião que, em condições ambientais favoráveis, irão dar origem a plantas iguais. Para isso, as plantas desenvolveram durante o processo evolutivo várias estratégias, muitas das quais actuam ao mesmo tempo:


  • Vida latente – os embriões das plantas podem ficar muito tempo sem se desenvolverem, enquanto as condições apropriadas de temperatura e humidade não surgem;

  • Pericarpo lenhoso

  • Dispersão das sementes

Os outros grupos de plantas, incluíndo as samambaias os fungos, os musgos e as algas disseminam-se por esporos, que são células haplóides com uma parede celular extremamente resistente produzidas por meiose em órgãos especiais - os esporângios.

sábado, outubro 21, 2006

Cancro

Cancro
Fig.1 Exemplo de progressão do cancro
Cancro é o nome comum para designar a neoplasia maligna. Esta compreende genericamente as doenças em que determinado grupo de células do corpo se divide de forma descontrolada, invadindo os tecidos adjacentes e/ou distantes. É causada por mutações no ADN, que podem ser hereditárias mas as mais frequentemente são adquiridas ao longo da vida.
Factores que aumentam o risco de cancro
Os factores que aumentam o risco de cancro são vários e incluem a exposição excessiva à radiação solar (cancros da pele), alguns vírus (cancro do pénis, colo do útero, alguns linfomas). No entanto as causas mais importantes do cancro são o tabaco (cancros do pulmão, cancro da bexiga, tumor da laringe, tumores da cavidade oral) e o álcool (cancro do estômago e do pâncreas). A alimentação com excesso de gordura também pode ser um factor de risco para muitos cancros.
Sintomas
O cancro pode ter diversos sintomas. A perda de peso rápida com falta de apetite está muitas vezes associada à neoplasia maligna. O diagnóstico só pode ser comprovado pela análise de tecido recolhido em biopsia pela anatomia patológica. Qualquer massa anormal, sangramento urinário, intestinal, ou na tosse é sugestiva e deverá ser examinada por um médico. Pessoas de idade avançada estão em maior risco e deverão ser examinadas regularmente.

Cancros mais frequentes no Homem:
- Carcinoma da Próstata (um terço dos casos),
- Pulmão (~15%),
- Cólon e Recto (~10%),
- Linfomas e leucemias não Hodgkins (~10%),
- Bexiga (5%), Melanoma maligno (4%),
- Boca e faringe, Pâncreas, Rim (cada um 2-3%),
- outros (~20%).

Cancros mais mortais no Homem -percentagem das mortes por cancro:
- Pulmão (~30%),
- Cólon e Recto (~10%),
- Próstata (10%),
- Leucemias e Linfomas não Hodgkins (~10%),
- Pancrêas (5%),
- Bexiga, Fígado, Rim, Esófago (cada um 2-3%),
- outros (~20%).

Cancros mais frequentes na Mulher:
- Mama (um terço),
- Pulmão (~10%),
- Cólon e Recto (~10%),
- Útero, Tiróide, Pancrêas, (cada um 2-3%),
- outros (~20%)

Cancros mais mortais na Mulher:
- Pulmão (~25%),
- Mama (~15%),
- Cólon e Recto (~10%),
- Linfomas e leucemias não Hodgkins (~10%),
- Pancrêas (~5%),
- Ovário (~5%),
- Útero (~4%),
- outros (~25%).